terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Acaso ou destino?


Resolvi assistir menos televisão este ano e aproveitar meu tempo livre para ler mais. Passei o último semestre de 2011 sem ler nadinha de diferente. Tudo que eu lia era referente à universidade. O que não foi nada bom, pois é sempre bom viajar no mundo dos livros. Então voltei a ler O Dia do Curinga de Jostein Gaarder. Um livro ótimo! - a meu ver e olha que eu ainda nem li o livro todo - E encontrei um trecho do livro que chamou bastante a minha atenção... um trecho que me fez lembrar de algo com o qual eu vinha pensando bastante no final do ano passado... 

" - Pai, você acredita em acaso?
Ele olhou para mim pelo espelho retrovisor.
- Como é? Se eu acredito no acaso?
- Isso mesmo.
- Mas o acaso, por definição, é exatamente alguma coisa que acontece por puro acaso! Naquela vez que eu ganhei dez mil coroas na loteria, o meu bilhete foi sorteado em meio a milhares de outros bilhetes. É claro que fiquei satisfeito com o resultado, mas o fato de eu ter ganho foi pura obra do acaso.
- Você tem mesmo certeza disso? Você se esqueceu de que naquela mesma tarde nós encontramos um trevo de quatro folhas? E se você não tivesse ganho o dinheiro, nós talvez não teríamos tido a oportunidade de fazer esta viagem para Atenas.
Meu pai se limitou a resmungar alguma coisa e eu continuei:
- Será que foi um acaso a viagem da sua tia a Creta e o fato de ela ter descoberto por lá uma revista de moda com a foto da mamãe na capa? Ou será que tinha de ser assim?
- Você está querendo me perguntar se eu acredito no destino - disse meu pai. Acho que ele gostou de ver que seu filho se interessava por questões filosóficas. - A resposta é... não.
Eu estava pensando nas artesãs de vidro do livro... e também, para ser franco, no fato de eu ter visitado uma vidraria em Murano e logo em seguida ter lido sobre outra vidraria no meu livrinho. Também me passava pela cabeça a coincidência de o anão ter me dado uma lupa pouco antes de eu ganhar um livro escrito em letras minúsculas. Tudo isso sem falar no que tinha acontecido depois que o pneu da bicicleta da minha avó furou durante a sua ida a Froland. E em tudo que vinha acontecendo desde então.
- Acho que não foi por acaso que eu nasci - eu disse."

Lembro de uma história que um de meus professores contou uma vez... ele disse que havia reprovado um ano na escola. Na época ele achou isso algo muito ruim. Mas que hoje em dia ele vê que esta reprovação foi essencial. Pois foi esta reprovação que fez com que ele, mais tarde, estivesse no tempo certo para conhecer e trabalhar com as pessoas certas. Pessoas que foram importantes para ele ser quem ele é hoje. 

Será que tudo na vida acontece por puro acaso? Ou será que no fundo estamos mesmo destinados a alguma coisa que ainda não sabemos? Será que apenas fazemos parte de um imenso tabuleiro e esperamos nosso próximo movimento através de um lance de dados? Não conheço a resposta para estas perguntas e também não quero dizer que penso da maneira correta. Acho que é algo que nunca saberei em vida. Mas como Forrest Gump disse uma vez:

"...não sei se cada um tem um destino ou se a gente só fica flutuando por acaso na brisa mas eu acho que talvez sejam os dois... os dois acontecem ao mesmo tempo."

Eu acredito que tanto o acaso quanto o destino acontecem ao mesmo tempo...
=]  

Imagem: http://agazetadigital.blogspot.com/2011/11/espiritualidade-porque-o-acaso-nao.html

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. também acredito que o acaso e o destino andem de mãos dadas,acho que algo desse tipo aconteceu entre uma certa pessoa e uma certa contadora de histórias ^^

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